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A Grécia Antiga

          As primeiras civilizações que abitaram a Grécia foram a Micênica e a Cretense. Os micênicos  habitaram a região perto de Atenas (naquela época a cidade ainda não existia), já os cretenses habitaram a ilha de Creta. O poder nessas duas civilizações estava concentrado nos palácios, que eram grandes construções com várias salas, armazéns e cômodos que abrigavam homens ricos e poderosos.
          Na Grécia Antiga, as poucas áreas propícias para a agricultura e o litoral entrecortado com muitos portos naturais impulsionaram a expansão territorial grega, que chegaram até a ocupar uma parte da ásia. Depois dos micênicos e cretenses, a Grécia foi ocupada por cidades que funcionavam independentemente uma das outras, como minúsculos países, chamadas de póleis (plural de pólis). O principal contato entre as póleis acontecia pelo mar. Cada póleis tinha uma forma de governo diferente. As principais formas eram:
Monarquia: Governo exercido por um monarca e ás vezes por um conselho de nobres.
Aristocracia: Governo exercido por poucas famílias mais ricas.
Tirania: Governo de um homem só que assumia o poder pela força.
Democracia: Os cidadãos tomavam as decisões a serem tomadas em assembleias. As mulheres, estrangeiros, e escravos não eram considerados cidadãos.
         As duas principais póleis da Grécia antiga eram Atenas e Esparta. Até o século V a.C, Atenas era comandada por uma elite aristocrática de algumas famílias e o povo estava revoltado por o poder estar na mão de poucos. Então um homem chamado Sólon fez uma reforma que reprimiu a escravidão, classificou os cidadãos em categorias de riqueza e reservou o poder aos mais ricos em vez de aos bem-nascidos, porém, os cidadãos continuaram revoltados até que se instituiu uma democracia em Atenas.
          Esparta era uma Oligarquia, isto é, um governo regido por poucos onde Espartanos governavam e os outros exerciam cargos militares. Também haviam os periecos, que eram homens livres sem direito político que trabalhavam em cargos simples, e os hilotas que eram descendentes dos messênios, que foram derrotados pelos espartanos. Os hilotas eram propriedade do governo e podiam ser entregues a famílias como escravos. Em Esparta a formação militar era prioridade máxima. Só os bebês fortes e sadios podiam ser criados pelos pais, os que não tinham essas características eram jogados no abismo, era bom para a sociedade e para o menino, segundo os Espartanos. Para um espartano, ir para guerra era questão de honra, até os reis batalhavam. O papel de uma espartana era somente criar os filhos.
           Alexandre o Grande  foi um imperador grego que continuou a política expansionista de Felipe II (seu pai) e montou o maior império grego. As terras dominadas por Alexandre tinham seus limites no Egito, Grécia e Índia. A expansão para o oriente causou um entrelaçamento entre as culturas grega e oriental, dando origem ao helenismo.
          Os gregos tinham uma mitologia, isto é, um conjunto de mitos orais que tentavam explicar fenômenos do mundo. Eles acreditavam nos deuses e heróis, que eram respectivamente, seres que personificavam as forças da natureza, mas tinham características e virtudes humanas e filhos de humanos com deuses que concretizavam grandes feitos.
          Homero foi supostamente um poeta grego que escreveu duas grandes histórias: a Ilíada e a Odisseia, que contam a história da guerra de Troia e sua continuação.Também haviam as fábulas gregas de Esopo. Esses dois tipos de narrativa tinham como objetivo transmitir lições de moral para o povo.
          Na Grécia antiga, os gregos gostavam de observar as belezas da natureza e do homem, assim inventaram os Jogos olímpicos e o teatro e cultivaram muito a cultura. O conhecimento também era fundamental para a sociedade grega. Esse povo inventou tecnologias na astronomia, física, matemática, medicina e filosofia. A filosofia se destacou na Grécia com Sócrates, Platão (aluno de Sócrates) e Aristóteles (aluno de Platão). A filosofia era uma forma de tentar compreender a vida sem respostas sobrenaturais. Nela o que mais se preza é fazer peguntas, e não respondê-las.
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