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América do Sul, acordos de integração, BRICS e energias renováveis.

          A América do Sul localiza-se, majoritariamente, abaixo da linha do Equador, além de ser cortada pelo Trópico de Capricórnio. Nessa região do continente, há áreas pouco povoadas, como a Patagônia, a Floresta Amazônia e o Deserto do Atacama. Existe também uma grande variedade de climas e vegetações no continente: desertos, estepes, florestas temperadas, florestas tropicais; climas glaciais, semiáridos, temperados e tropicais. Tal variedade está relacionada à grande extensão da América do Sul.
          No continente sul-americano, as comodities, isto é, as explorações de recursos minerais, vegetais ou animais voltadas para o mercado externo, são fundamentais para a economia dos países que as comerciam. Por serem vendidas no exterior, tais produtos têm o seu valor definido pelas variações da bolsa de valores. No Brasil, as principais comodities são a soja, o minério de ferro, o petróleo, a carne de frango e o açúcar. A exploração de todos esses produtos está relacionada à expansão da fronteira agrícola, ou seja, a ocupação de novas terras para a agricultura. Atualmente, a fronteira agrícola brasileira está se expandindo em direção a Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
            Entre os países latinos, foram firmados diversos acordos de integração, que, a partir da cooperação, pretendem fortalecer economicamente e socialmente os envolvidos. Alguns dos principais acordos são:
Mercosul: Criado em 1991, o Mercado Comum do Sul tem Paraguai, Uruguai, Brasil, Argentina e Venezuela (atualmente suspensa) como países-membros. O objetivo do acordo é estimular as trocas econômicas e a integração política e cultural entre os participantes.
Unasul: A União de Nações Sul-Americanas foi criada em 2008, contando com todos os 12 países da América do Sul. O objetivo desse acordo é a integração cultural, social, econômica e política entre os membros.
CAN: Criada em 1969, a Comunidade Andina de Nações tem como membros: Peru, Bolívia, Equador e Colômbia. A partir da integração econômica e social, o bloco pretende acelerar o desenvolvimento dos países andinos.
ALBA: A Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América é um acordo criado em 2004 que inclui Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador, Dominica, São Vicente e Granadinas, Antígua e Barbuda e Santa Lúcia. O objetivo do acordo é a promoção de um novo modelo de integração social e econômica (tendências ao socialismo), respeitando a soberania e identidade dos membros.
ALADI: A Associação Latino-Americana de integração, criada em 1980, tem como objetivo a formação de um mercado comum latino-americano, com integração social e econômica. Desse bloco participam: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
IIRSA: Criada em 2000, a Iniciativa para a Integração da Infraestrutura regional sul-americana tem os 12 países da América do Sul como seus membros. O objetivo do acordo é a integração física do continente por meio da construção de infraestrutura de transportes, energia e telecomunicações.
          A cooperação econômica entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul é chamada, desde 2006, de BRICS (são as iniciais dos países envolvidos). Todos os países envolvidos no projeto têm em comum uma grande extensão territorial, IDH e PIB per capita relativamente baixos, grande riqueza natural e o status de economias emergentes. Basicamente, o grupo trabalha com a construção de mecanismos de cooperação em áreas que possam gerar lucro aos países envolvidos.
          Sabe-se que EUA e China estão travando uma guerra comercial. Ambos os países são fundamentais para a economia brasileira, sendo que a China é a maior compradora de nossas comodities. Em 2019, entretanto, houve uma aproximação maior do governo brasileiro com os EUA, o que pode levar inclusive à saída do Brasil dos BRICS.
          Atualmente, o desenvolvimento de métodos para a obtenção de energia renovável recebe muitos investimentos. Já foram desenvolvidos métodos (no Brasil também) para a obtenção de energia das marés (energia maremotriz) e da queima de materiais orgânicos, como a cana-de-açúcar e até mesmo lixo (biomassa). Além disso, existem também outros métodos mais conhecidos, como o das placas fotovoltaicas (energia solar) e turbinas eólicas (vento).
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