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Socialismo, Comunismo e Anarquismo

          Foi no contexto da Alemanha do século XIX, quando o país estava passando por seu processo de industrialização, que os pensadores  Karl Marx e Friedrich Engels elaboraram suas ideias. Para eles, o capitalismo era um modo de produção caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção, isto é, tudo o que é necessário para a produção, seja ela industrial ou não. De acordo com eles, o modo de produção capitalista divide a população em 2 grupos: a burguesia, detentora dos meios de produção, e o proletariado, que tem que vender a sua força de trabalho para sobreviver. Existe, portanto, uma relação de exploração da burguesia sobre o proletariado.
          Um importante conceito marxista é a mais-valia, que afirma que o trabalhador proletário recebe como salário uma quantia muito menor do que a equivalente ao que ele produz. Esse conceito pode ser observado no seguinte exemplo: em uma fábrica, um trabalhador confecciona 10 camisas em um dia. O seu patrão vende essas camisas por 200 reais, porém ele recebe apenas 30 reais por dia trabalhado.
          Assim, as ideias de Marx e Engels também afirmam que existe uma Luta de Classes entre a burguesia e o proletariado, que envolve interesses irreconciliáveis. De acordo com esses pensadores, a exploração do proletariado aumentaria cada vez mais, até o ponto em que essa classe tomasse noção de sua situação e se organizasse, acirrando a Luta de Classes. Assim, essa situação levaria a uma Revolução do Proletariado, derrubando o capitalismo e a burguesia com o uso da força.
          Marx afirmava que, depois da revolução, o proletariado controlaria um Estado forte, uma ditadura. Assim, a propriedade privada dos meios de produção seria abolida e eles seriam controlados pelo Estado. Essas são características do chamado Socialismo, que também inclui o Princípio da Igualdade, que buscava estabelecer condições mais justas e semelhantes entre toda a população.
           As ideias desses filósofos vão ainda mais à frente, afirmando que, depois da implantação do Socialismo, o Estado seria lentamente abolido, os meios de produção tornariam-se coletivos e os trabalhadores (as) poderiam associar-se livremente para produzir. Todos teriam as mesmas condições e os recursos seriam repartidos de maneira igual. Marx chamou essa fase de Comunismo. Pode-se afirmar, então, que o socialismo é um período de transição entre o capitalismo e o comunismo, objetivo final a ser alcançado.
          Nesse mesmo período, as ideias anarquistas também foram muito disseminadas, e seus principais teóricos foram:  Pierre-Joseph Proudhon, Michael Bakunin e Leon Tolstoi. As ideias anarquistas não consideram aceitável nenhuma autoridade e, portanto, o Estado deve ser abolido. Esses filósofos defendiam, também, a realização de uma revolução, mas não toleravam a ideia de um período intermediário socialista. Eles queriam abolir o Estado imediatamente e, assim, estabelecer uma sociedade com os ideais comunistas. Bakunin temia que, ao chegar ao poder em um regime socialista, parte do proletariado se tornasse uma pequena minoria privilegiada que defenderia seus próprios interesses, contrariando as ideias de Marx.
          
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