Pular para o conteúdo principal

O Egito antigo

          No nordeste da África, área perto do deserto e do Rio Nilo, o segundo maior do mundo, formavam-se várias aglomerações de pessoas por volta de 3000 a.C. As aldeias disputavam por terras férteis e foram conquistando mais terreno até que se formaram duas grandes províncias: o Baixo Egito no norte e o Alto Egito no sul. Aproximadamente em 3100 a.C, o rei Menés, unificou as duas províncias, se tornou o primeiro faraó (rei) do Egito e começou a primeira dinastia (sucessão de reis da mesma família).
          A sociedade egípcia pode ser representada como uma pirâmide. Em baixo, os camponeses e escravos, maioria esquecida; depois vinham os vendedores e artesões; logo após estavam militares; precedentes dos escribas, que eram alto funcionários que escreviam tudo para o faraó em hieróglifos, linguagem do Egito antigo; depois vinham os sacerdotes, que cuidavam do faraó e, por fim, o próprio faraó, que era considerado um deus e adorado por todos. Na sociedade egípcia, era quase impossível alguém da parte de baixo da pirâmide subir um pouco mais para o alto para virar um escriba, por exemplo. O Egito antigo quase não tinha mobilidade social.
          A reino do Egito se tornou muito importante e grande por três motivos:
Nilo: Grande rio que corta as terras egípcias. Fornece água para o Egito e, em certo momento do ano, enche. Quando esvazia, deixa nutrientes nas terras e as torna muito boas para plantações. O rio era tão importante para o Egito antigo que era venerado e tratado como um deus. Os egípcios plantavam depois do rio esvaziar, quando o solo estava bom, e colhiam antes da enchente. Com esse trabalho conjunto de humanos com a natureza, o Egito prosperou muito.
Agricultura e criação de animais:  No Egito antigo a cultura de cereais era a mais praticada por ser o modo de fazer pão e cerveja, base da alimentação egípcia. Também eram plantados papiro, algodão, linho, legumes, frutas e verduras. Ao lado da agricultura, a criação de animais era importante setor da economia egípcia. Eram criados bois, cabras, ovelhas, burros e aves.
Ciências: Os egípcios eram muito avançados nas ciências. Já sabiam tratamentos medicinais avançados, preservar um corpo depois da morte, edificar grandes construções com belas estruturas e criaram o calendário que é utilizado até hoje.
          A religião egípcia era politeísta, isto é, tinha mais de um deus. Os egípcios acreditavam que havia vida após a morte, por isso criaram um método de preservação do corpo para que este pudesse abrigar o espírito do morto depois de seu julgamento. Esse método foi chamado de mumificação e consistia em colocar o corpo em uma urna funerária sem seus órgãos e em colocar objetos de valor e pessoais, comida e outros para o espírito poder voltar a habitar o corpo. A mumificação era só para pessoas ricas, os pobres não tinham condições para pagá-la.
          No Egito antigo, homens e mulheres tinham direitos iguais graças a um ótimo sistema jurídico.
          Gostou do post? Deixe seu comentário e também leia essa postagem:http://vaiumaajudinhaduds.blogspot.com.br/2017/06/os-primeiros-povoados-da-terra.html.
Até a próxima e tchau!!!

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A primeira Guerra Mundial

           Como vimos em um post anterior:  A 2º Revolução Industrial, o Imperialismo e os antecedentes da 1º Guerra Mundial , o estopim da 1° Guerra Mundial foi o assassinato do herdeiro do trono Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em Sarajevo (Bósnia), por um nacionalista sérvio. O conflito se espalhou rapidamente, por conta das rivalidades e alianças presentes no contexto europeu da época. Nesse post, trataremos somente dos eventos que ocorreram durante a guerra, e não seus antecedentes. Para ler sobre o período pré-guerra, acesse o link acima.           Vale destacar a utilização, no período que antecedeu a guerra e durante todo o seu curso, das propagandas de guerra, que buscavam, entre outras coisas, justificar o envolvimento dos países no conflito, convencer os homens a se alistarem, arrecadar fundos para as despesas militares e garantir o apoio da população.            Com o início ...

Patrimônio Histórico e Região Sudeste do Brasil

Patrimônio Histórico:      Patrimônio Histórico é um bem que tem importante significado para uma sociedade. Pode ser artístico, documental, ou vários outros. Esses patrimônios podem ser móveis, imóveis ou naturais.      Patrimônio Histórico material é aquele que você pode tocar. É um objeto, uma cidade ou uma casa. Já o imaterial é aquele que você não pode tocar, é um saber, tradição, memória ou pensamento. Para um monumento se tornar Patrimônio Histórico, ele tem que ser tombado pelo governo. Os patrimônios podem ser nacionais (do país) ou mundiais (do mundo). UNESCO reconhece a Pampulha como Patrimônio Mundial da humanidade:      No dia 17 de julho de 2016 a UNESCO reconheceu a Pampulha como Patrimônio Mundial da Humanidade. O projeto encomendado por Juscelino Kubitschek, que teve a participação de artistas como Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx e Candido Portinari, hoje tem reconhecimento mundial.      Segundo a UNESCO, p...

Números decimais, medidas, área, volume e capacidade.

          Os números decimais, são simplesmente inteiros com frações deles.  Exemplo: 1+1/2=1,5.           Assim como os números naturais, os decimais podem ser adicionados, subtraídos, divididos e etc:  Adição e subtração: Colocamos vírgula embaixo de vírgula, e completamos as casas decimais ausentes com zeros (já que 0,8 é igual a 0,80) e fazemos as operações normalmente. O resultado manterá vírgula embaixo de vírgula. Multiplicação: Fazemos a operação ignorando as vírgulas. O resultado terá a quantidade de casas decimais da soma da quantidade de casas decimais nos fatores. Divisão: Igualamos as casas decimais com zeros, retiramos a vírgula e efetuamos a divisão. Para não termos restos, quando a operação iria acabar colocamos uma vírgula no quociente e um zero no resto para continuarmos dividindo. Se ainda tivermos resto, colocamos mais um zero nele e assim por diante. Raiz e potência: Transformamos o número deci...