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A baixa Idade Média

          A partir do século XI, várias inovações técnicas surgiram na idade média. Entre elas estavam:
Charrua: Um arado puxado por um animal com partes de metal, aumentando sua resistência.
Rotação trienal: Divisão de um campo de plantação em três partes. Possibilitou terras mais férteis, com maior variedade de culturas e que rendiam mais.
Atrelamento do cavalo pelo peito: Antes os cavalos eram atrelados pelo pescoço, o que o sufocava e prejudicava seu rendimento.
Aprimoramento e difusão dos moinhos: Novos moinhos com maior velocidade e qualidade na moagem dos grãos movidos à água ou vento foram construídos.
           Com essas novas inovações, a oferta de alimento aumentou, fazendo com que as pessoas moressem menos de fome e tivessem mais filhos, o que levou a um grande crescimento da população. O aumento da quantidade de comida também levou à volta do forte comércio e a formação de cidades medievais chamadas de burgos, já que a agricultura não exigia mais uma mão de obra tão grande. Os habitantes dos burgos eram chamados de burgueses.
          O fortalecimento do comércio levou à formação de: longas rotas comerciais atravessando a Europa, terrestres ou marítimas; as feiras, que eram reuniões de mercadores de vários lugares vendendo diferentes produtos, elas duravam de 15 a 60 dias e ocorriam uma ou duas vezes por ano; e as corporações, isto é, uma associação de profissionais de um mesmo ramo que protegiam seus associados contra a concorrência e os amparava na velhice e doença. As corporações de comerciantes eram chamadas de ligas. A Liga Hanseática foi a maior liga da Europa medieval, chegando a controlar todo o comércio do norte do continente.
          Vários burgos cresceram dentro das terras de alguma autoridade como um bispo ou senhor feudal. Por isso, tinham que pagar impostos. Se os moradores conseguissem juntar certa quantidade de dinheiro e comprar um documento chamado carta de franquia estariam livres dessas taxas.
           Em 1071, os turcos muçulmanos conquistaram a "Terra Santa" cristã (Jerusalém) e proibiram os cristãos de visitá-la. Já em 1095 o papa Urbano II convocou os cristãos para reconquistarem a cidade sagrada. Assim começaram as expedições militares com caráter religioso para combater os muçulmanos no oriente, as Cruzadas. Além do caráter religioso, posteriormente as Cruzadas assumiram missões comerciais e sociais, como obter mais terras e riquezas para os nobres, a salvação eterna prometida pela igreja para pessoas comuns e o aumento do comércio com o oriente para os comerciantes. As Cruzadas terminaram no século XIII e seus resultados foram: a conquista de terras pelos cristão e a retomada dessas mesmas pelos muçulmanos, a intensificação e ampliação do comércio com o oriente, o uso do Mar Mediterrâneo para o comércio, o maior contato com os conhecimentos árabes e o enfraquecimento da nobreza guerreira, que contraiu dívidas e perdeu vários membros nas batalhas.
          Entre os séculos XI e XIII a Europa vivia tempos prósperos de felicidade, porém, a partir do século XIV, o continente começou a vivenciar uma crise enorme. Com o crescimento descontrolado da população, a oferta de alimento já não era suficiente, levando a várias mortes por fome. Além disso, as condições de higiene europeias eram péssimas o que colaborou para o surgimento da epidemia que mais matou na história da humanidade, a peste negra. Vindo dos navios que voltavam do oriente, a doença dizimou mais de um terço da população da época e aterrorizava a população, que naquela época achava que aquilo era um castigo de Deus.
          Como se esses dois fatores já não fossem suficientes para causar uma crise catastrófica na Europa, ainda haviam as guerras, sendo a mais importante chamada de Guerra dos 100 anos. Ela foi um conflito entre a França e Inglaterra em busca do trono francês, que estava desocupado, sendo que o parente mais próximo do rei que tinha morrido era o rei inglês. O conflito terminou com os  franceses conseguindo expulsar seus inimigos de seu território, e os resultados da guerra foram o enfraquecimento da nobreza e o fortalecimento da burguesia nos dois países. A muito conhecida e jovem Joana d'Arc batalhou nessa guerra.
          A crise na Europa medieval gerou prejuízos para os nobres, que aumentaram os tributos e o controle sobre seus camponeses. Em reação, os camponeses fizeram revoltas durante o século XIV queimando colheitas e fugindo. Mesmo sendo massacradas pelos exércitos do rei, essas revoltas contribuíram para o enfraquecimento da servidão na Europa Ocidental.
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